Câncer é principal causa de morte em 10% das cidades

Câncer é principal causa de morte em 10% das cidades

Os tumores malignos matam mais em três Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais - terceiro com maior número de cidades (84) onde a doença mais faz vítimas.

O câncer é a principal causa de morte em cerca de 10% (516) dos 5.570 municípios brasileiros, sendo mais fatais do que qualquer outro fator, como doenças, acidentes de trânsito e a violência. Enquanto no restante do Brasil as mortes pela doença representam 16% do total, no estado o índice chega a 33%, segundo aponta levantamento divulgado nesta segunda-feira (16), pelo Movimento Todos Juntos contra o Câncer, em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM).

De acordo com o estudo, um dos fatores que pode explicar a alta incidência de câncer na região são as características genéticas da população, que pode apresentar maior predisposição para o desenvolvimento do câncer de pele (melanoma), por exemplo. A pesquisa alerta que a doença avança no território brasileiro ano após ano e, caso a trajetória seja mantida, em pouco mais de uma década as chamadas neoplasias serão responsáveis pela maioria dos óbitos em todo o país.

Os dados também mostram que a maior parte das cidades onde o câncer já é a principal causa de morte está localizada em regiões mais desenvolvidas do país, justamente onde a expectativa de vida e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) são maiores. No Nordeste, estão 9% dessas localidades (48); no Centro-Oeste, 34 (7%); e no Norte, 19 (4%).

As cidades em questão concentram, ao todo, uma população de 6,6 milhões de pessoas. Onze deles são considerados de grande porte, sendo Caxias do Sul (RS) o mais populoso deles, com quase meio milhão de habitantes.

Em 21 cidades, não houve registro de morte entre mulheres.

Com relação a idade, metade dos óbitos se concentra nas faixas de 60 a 69 anos (25%) e de 70 a 79 anos (25%). Apenas no Ceará e em Mato Grosso do Sul elas foram maioria nos registros de óbitos. Crianças e adolescentes, grupo que compreende a faixa etária de zero a 19 anos, somaram 1,3% dos óbitos naquele ano.

Médicos também dizem que um dos principais motivos dessa estatística é a dificuldade que os pacientes enfrentam para conseguir começar o tratamento. "Diversos tipos de câncer são preveníveis e outros têm seu risco de morte significativamente reduzido quando diagnosticado precocemente", destaca.

O levantamento revela ainda que, em 2015, foram registradas 209.780 mortes por câncer no Brasil - um aumento de 90% em relação a 1998, quando foram registrados 110.799 óbitos pela doença. Segundo o CFM, o crescimento de mortes decorrentes do câncer foi quase três vezes mais rápido do que daquelas provocadas por infartos ou derrames.

Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que, em todo o planeta, o câncer é responsável por 8,2 milhões de mortes todos os anos. Aproximadamente 14 milhões de novos casos são registrados anualmente e o organismo internacional calcula que essas notificações devam subir até 70% nas próximas duas décadas.

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