"França não declarou guerra ao regime de Bashar al-Assad" — Macron

Cidade de Douma na região de Ghouta oriental. 30 de Março de 2018.                  REUTERS  Bassam Khabieh

"Não declaramos guerra ao regime de Bashar al-Assad", afirmou Macron em uma entrevista na televisão, depois que seu país, junto com Estados Unidos e Reino Unido, realizou bombardeios selecionados na Síria. O presidente da França, Emmanuel Macron, conversou com o presidente russo, Vladimir Putin, na sexta-feira, horas antes do ataque do míssil ocidental. Os três haviam advertido que ataques químicos seriam objeto de retaliação. "As autoridades sírias negaram categoricamente as acusações". "A linha vermelha fixada pela França em maio de 2017 foi ultrapassada", frisou o presidente francês.

Ele citou as prioridades da França na Síria: finalizar a luta contra o Estado Islâmico, permitir o acesso de ajuda humanitária à população civil e lançar uma dinâmica para alcançar uma solução política.

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, disse em uma entrevista publicada no domingo no jornal Journal du Dimanche que "devemos nos unir aos nossos esforços para promover um processo político na Síria que permita uma saída para a crise".

"Não podemos garantir com 100% de certeza de que atingimos todos os estoques, mas as ferramentas de produção e de pesquisa o foram", informaram os ministros.

Ainda conforme o comunicado de Macron, o uso de armas químicas na Síria "é um perigo imediato para o povo sírio e para nossa segurança coletiva".

O ataque da madrugada de sábado foi uma reação ao alegado ataque com armas químicas contra a cidade rebelde de Douma, em Ghouta Oriental, ocorrido no dia 07 de abril e que terá provocado 40 mortos e afetado 500 pessoas.

De acordo com o diplomata, os EUA, Reino Unido e a França identificam-se como "mundo civilizado" por suas ações na Síria de uma maneira cínica e violam o direito internacional, o qual eles se comprometeram a apoiar e defender como cofundadores da ONU.

Em Bruxelas, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Jens Soltenberg, reforçou que a Aliança Atlântica vem advertindo para o uso reiterado de armas químicas pelo regime de Assad, o que justifica, segundo ele, a intervenção.

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