Governo da Síria entra em Douma, local de ataque com armas químicas

Primeira-ministra britânica Theresa May no Alexander Stadium em Birmingham Reino Unido

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na noite de sexta-feira que os três aliados haviam lançado ataques militares para punir Assad por suposta utilização de armas químicas e para impedi-lo de fazê-lo novamente. "Não poderia ter tido um resultado melhor. Missão cumprida!", escreveu ele.

Logo em seguida, Trump fez uma nova publicação e disse estar "orgulhoso" de seu poder militar, que depois de uma "despesa de bilhões de dólares" é o melhor que os Estados Unidos já teve. "Não haverá nada, ou ninguém, sequer próximo!"

Em sua fala, o chileno Sebastián Piñera também condenou o uso de armas químicas na Síria, assim como o canadense Justin Trudeau e o colombiano Juan Manuel Santos.

"Os ataques foram justificados", limitou-se a dizer.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, afirmou que os ataques aéreos contra a Síria foram pontuais.

Em Paris o presidente francês Emmanuel Macron emitiu uma declaração afirmando que "não se pode tolerar a normalização do uso de armas químicas", acrescentando que "os factos e responsabilidade do regime sírio não estão em dúvida".

White disse que o governo norte-americano tomou a decisão depois de ter significativas evidências sobre o ataque químico, mas não deu detalhes sobre o assunto.

Os sociais-democratas frisam que se trata de "um ataque cirúrgico e direccionado a instalações de fabrico e armazenamento de armas químicas da Síria": o Departamento de Defesa dos EUA indicou ter atacado um centro de investigação e armazéns.

"A Rússia seria a primeira a querer travar um tal ataque", assegurou o ministro russo. O Pentágono informou mais tarde que foram disparados 105 mísseis e que a Síria disparou 40 em tentativas de os travar, sem sucesso. Ainda de acordo com a estatal, 110 mísseis foram atirados contra o território sírio, mas a maioria deles foi interceptada. Diante da convocação da reunião desta tarde, feita pelo presidente russo Vladmir Putin, que depois do ataque conjunto, agora talvez seja a hora de a ONU "retomar, na unidade, a iniciativa sobre os aspectos políticos, químicos e humanitário na Síria".

Para Nebenzya, os ataques "tornam uma situação humanitária catastrófica ainda pior", por isso, pediu ao Conselho que votasse favoravelmente o projeto de resolução.

Por fim, os hierarcas saúdam "a coragem, heroísmo e sacrifícios" do exército sírio, "que corajosamente protege a Síria e fornece segurança ao seu povo", agradecendo ainda a postura dos países aliados da Síria nesta guerra civil que já dura há mais de sete anos.

Enquanto isso, neste sábado, o exército sírio declarou que a cidade devastada de Douma "foi totalmente libertada" depois que o último grupo de rebeldes partiu.

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