Maioria das notícias falsas em WhatsApp começa em grupos de família

Grupos de família são o principal canal de fake news no WhatsApp

Agora, uma pesquisa feita pelo Monitor do Debate Político no Meio Digital, da Universidade de São Paulo (USP), indica que os principais vetores das notícias falsas não são as redes sociais, mas os grupos de família no WhatsApp.

Entre as notícias falsas divulgadas a respeito de Marielle, foi espalhado que ela tinha engravidado aos 16 anos e que tinha caso com o traficante Marcinho VP, inclusive supostas fotos em que Marielle estaria sentada no colo do traficante foram divulgadas. O resultado é que menos pessoas ficam inclinadas a conferir a veracidade do que recebem, assim como é mais difícil alguém questionar o conteúdo das mensagens. Dessas, 51% responderam ter recebido o texto em grupos de família; 32%, em grupos de amigos; 9% em grupos de colegas de trabalho e 9% em grupos ou mensagens diretas.

O WhatsApp já era apontado por analistas de segurança como a principal plataforma de propagação de malware no Brasil, dado a sua popularidade é um grande atrativo para cibercriminosos distribuírem campanhas maliciosas.

"Agora, caso, de fato, os boatos tenham circulado mais nos grupos de família do que nos outros grupos, temos um dado interessante". "Pode ser que grupos de família sejam ambientes mais 'íntimos' que permitam compartilhar seguramente conteúdos mais especulativos sem que quem compartilhe seja alvo de julgamento".

Para desenvolver a metodologia da pesquisa, o grupo da USP recorreu a outro estudo, no caso um de origem israelense que investigou boatos espalhados pelo WhatsApp após o sequestro de três jovens israelenses na Cisjordânia em 2014. As investigações do caso não foram abordadas pela imprensa, então, começaram a circular rumores no WhatsApp.

A pesquisa, realizada online, perguntava dia, horário exato e qual boato foi recebido, onde recebeu e dados do usuário, como gênero, idade, cidade e nível de estudo. Ainda segundo os resultados da pesquisa, o WhatsApp liderava a disseminação de fake news, seguido pelo Facebook e pelo Twitter. Da mesma forma, devido ao seu alcance, sua capilaridade para distribuição de notícias falsas é um bom canal para manipular a opinião pública. "Colocamos as crenças antes dos fatos".

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