Marcha no Rio lembra um mês da morte de Marielle

Mendonça e Marielle Franco

"O assassinato de uma vereadora, defensora de direitos humanos, ativista dos movimentos LGBTI e das favelas, negra e lésbica tem, claramente, a intenção de silenciar sua voz e de gerar medo e insegurança".

Seu assassinato em 14 de março ainda não foi esclarecido, apesar das promessas do governo.

A única sobrevivente do ataque, uma assessora parlamentar que ia sentada ao lado da vereadora Marielle Franco quando esta foi executada, deixou entretanto o Brasil e vive sob proteção policial num país não divulgado, receando que os assassinos decidam matá-la também.

Em nota, a Anistia internacional exige "investigação imediata, completa, imparcial e independente que não apenas identifique os atiradores, mas também os autores intelectuais do crime". "Caso contrário envia uma mensagem de que defensores de direitos humanos podem ser mortos e que esses crimes ficam impunes", afirma Jurema Werneck. Na mesma ocasião, foi também assassinado o motorista da viatura em que seguia, Anderson Pedro Gomes. Marielle e Anderson foram executados há um mês, no Estácio, também na região central.

No sábado, exatamente um mês depois do crime, vários eventos estão programados, incluindo uma homenagem ao nascer do sol e uma passeata ao final da tarde refazendo o percurso de Marielle naquele dia fatídico.

Ela explicou ainda que o ato é para que a memória de Marielle e suas lutas pelos direitos humanos não seja esquecida. A Anistia assinala também que o Brasil é um dos países que mais mata defensores de direitos humanos.

O mesmo jornal apontou ainda uma falha grotesca das autoridades: duas testemunhas, que estavam a menos de 15 metros do carro de Marielle quando esta foi assassinada e que, apesar do medo, esperaram a chegada da polícia para contarem o que tinham visto, foram afastadas do local pelos primeiros agentes que chegaram e nunca foram chamadas a depor.

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