Notícia falsa sobre vírus mortal tem circulado pelo WhatsApp; saiba detalhes

Vírus da gripe H3N2 está no Brasil. O que fazer

Desta vez, um áudio disseminado no WhatsApp afirma que um novo vírus mortal, denominado#H2N3 está se espalhando, e a Organização Mundia de Saúde (OMS) estaria omitindo o fato para não alarmar a população.

A mensagem diz que se trata de uma variação do influenza A H1N1, que causa rapidamente a morte de quem é infectado.

Conforme esclarecimentos da OMS e do Ministério da Saúde, a notícia compartilhada pelo aplicativo de mensagens WhatsApp é falsa. O vírus H2N3 nem mesmo existe.

O Ministério da Saúde garante que se mantém vigilante quanto à circulação de vírus influenza no Brasil. A Campanha Nacional de Vacinação Contra Influenza, que está agendada para o dia 23 de abril, protege contra os três tipos de vírus em circulação no país.

Atualmente, as cepas que circulam no Brasil são o influenza A/H1N1pdm09, A/H3N2 e influenza B. Ao todo, 41 pessoas foram a óbito, sendo que 9 também eram moradores do mesmo estado, o que, segundo o Ministério da Saúde, explicaria as informações equivocadas que se disseminaram via WhatsApp. As ações de prevenção e controle da influenza são desenvolvidas em conjunto nas três esferas de governo.

Até o momento, 286 casos de influenza foram registrados em todo o território nacional, sendo 62 em Goiás, o que poderia ser uma explicação para a confusão.

Segundo o infectologista Alberto Chebabo, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ, a nomenclatura é uma invenção que apenas faz surgir pânico entre as pessoas. Certamente esse boato tem alguma relação com o surto de gripe que ocorreu nos Estados Unidos recentemente.

"A vacina já vem com uma composição que abrange esses tipos de life vírus [vírus vivo] que são específicos para a imunização, a vacina já tem o H1N1, o H3N2 e tem também influenza B", garantiu a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, a biomédica Regiane de Paula. Os vírus influenza são transmitidos facilmente por pessoas infectadas ao tossir ou espirar. Aqui no Brasil, porém, a vacina disponível já contempla a proteção para essa mutação.

Nesta campanha, além de indivíduos com 60 anos ou mais de idade, serão vacinadas as crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto), os trabalhadores da saúde, os professores das escolas públicas e privadas, os povos indígenas, os grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, os adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional. A vacinação é uma das principais defesas contra o vírus.

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