Organização para Proibição das Armas Químicas discute hoje ataque a Douma

Russian President Vladimir Putin right listens to British Prime Minister Theresa May during a bilateral meeting in Hangzhou China Sunday Sept. 4 2016 ahead of the G20 Leaders Summit

A declaração foi feita pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Ryabkov, que respondeu desta forma a informações que dão conta que a missão de inspetores da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) foi impedida de entrar na cidade rebelde de Douma, em Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco, para investigar o ataque químico que alegadamente atingiu aquela localidade no passado dia 07 de abril. Eles podem realizar sua missão com sucesso?

Moscou, além disso, disse ter "provas irrefutáveis" de que o ataque em Duma foi uma montagem para culpar a Rússia e o regime de Damasco. Segundo os Capacetes Brancos, serviço de defesa civil que atua em áreas controladas por grupos da oposição síria, mais de 40 pessoas morreram neste ataque, no qual cloro gasoso e outra substância neurotóxica semelhante ao gás sarin teriam sido usados, de acordo com avaliações de especialistas.

No sábado, aviões de combate dos Estados Unidos, Reino Unido e França lançaram uma centena de mísseis contra instalações de produção e armazenamento de armas químicas em três locais na Síria em retaliação pelo ataque a Douma.

"A OPAQ chegou no sábado a Damasco".

A Rússia rejeitou as acusações de que o governo sírio teria usado armas químicas em Duma ao assegurar que o objetivo destas é justificar uma intervenção militar no país árabe. "Nunca há uma descoberta milagrosa: na maioria dos casos, nenhum teste isolado será suficiente", explica Ralf Trapp, consultor e membro de uma missão anterior de apuração. O trabalho dos especialistas não será fácil em Duma, cidade que será visitada mais de uma semana depois do suposto ataque.

"Os investigadores buscarão também provas que mostrem que o local (do ataque) foi alterado", explica Trapp, ressaltando a necessidade de encontrar meios para comprovar as provas apresentadas por terceiros. Mas não aguardaram os resultados da OPAQ.

O representante americano disse que a Rússia pode ter eliminado as provas do uso de armas químicas na Síria, enquanto que o Reino Unido acusou a Rússia de impedir que a delegação da OPAQ fizesse a sua investigação.

Após o início da missão em Douma, os técnicos da Opaq apresentarão um primeiro "relatório de situação", mas o relatório final deve levar várias semanas para ficar pronto.

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