Presidenciáveis respondem a mais de 160 processos

15 dos 20 políticos cotados para disputar o cargo são alvo de algum processo nos tribunais brasileiros

Os motivos são os mais diversos e vão desde infratores de trânsito a condenados políticos, como é o caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso e lidera as pesquisas eleitorais.

Investigações de corrupção envolvem ao menos oito. Já Michel Temer, que estuda a possibilidade de se candidatar ao pleito presidencial, tem em seu currículo duas denúncias recusadas pela Câmara do Deputados e duas investigações em andamento.

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, teve uma investigação enviada para a Justiça Eleitoral, o que o tirou da reta da Lava Jato. E na última sexta-feira (20), o Ministério Público de São Paulo afirmou que irá investigar se Alckmin ometeu improbidade administrativa no episódio, que é a suspeita de recebimento caixa dois de mais de R$ 10 milhões. Alckmin e Haddad possuem, ainda, ações ligadas a questões administrativas dos anos em que foram, respectivamente, governador e prefeito de São Paulo. Juntando todos os possíveis presidenciáveis e seus processos, são mais de 160 casos.

Guilherme Boulos (PSOL) possui ações ligadas ao Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), de que é líder, e, ainda, uma ação por um acidente de trânsito de que teria sido o causador.

A Folha pontua que o número de investigações e processo podem ser ainda maiores, pois o levantamento não inclui ações em segredo de Justiça, processos trabalhistas e ações movidas na Justiça de primeira instância de estados que não são os de origem ou de atuação política. Ao todo, são mais de 70 processos de indenização ou crimes contra a honra movidos por Temer, Bolsonaro, os tucanos José Serra e João Doria, e o presidente do Senado, Eunício Oliveira. A publicação levanta, ainda, a existência de tribunais que dificultam o acesso público a essas informações.

O ex-presidente Fernando Collor de Melo é réu da Lava Jato.

Advogado de Jair Bolsonaro (PSL), Gustavo Bebianno afirmou que a Procuradoria-Geral da República agiu com viés político na denúncia sobre racismo e que o deputado fez apenas uma brincadeira.

Rodrigo Maia (DEM), investigado na Lava Jato, afirmou que tem prestado os esclarecimentos necessários, que confia na Justiça e aguarda que "tudo seja esclarecido com a maior brevidade possível".

O ex-presidente do BNDES Paulo Rabello disse confiar na elucidação do caso: "A partir da análise do material entregue os investigadores terão total condição de elucidar o caso, esclarecer as responsabilidades e enquadrar os eventuais culpados".

Manuela D'Ávila (PC do B), investigada ao lado de outros políticos por uso de cota parlamentar na emissão de passagens áreas para terceiros quando era deputada federal, disse que já houve pedido de arquivamento em um dos casos, além de decisões favoráveis aos réus.

Alvaro Dias (Pode) foi processado graças a uma antiga ação de execução do INSS.

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