Trump elogia ataque contra a Síria

TV estatal síria diz que 13 mísseis foram interceptados e 3 civis ficaram feridos

São Paulo, 15 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu carta para o presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, para justificar o ataque militar contra a Síria, realizado na noite da última sexta-feira.

Um dos locais bombardeados pelos aviões ocidentais na Síria foi o laboratório do Centro de Estudos e Investigação Científica de Barzeh, nos arredores de Damasco. No início deste ano, as Nações Unidas disseram que Barzah abrigou assessores norte-coreanos.

A ofensiva consistiu em três ataques, com uma centena de mísseis, contra instalações utilizadas para produzir e armazenar armas químicas, informou o Pentágono.

O presidente francês, Emmanuel Macron, destacou que os bombardeios franceses estiveram "circunscritos às capacidades do regime que permitem a produção e o uso de armas químicas".

"Isto testemunha a grande eficácia destes sistemas (anti-aéreos) e a excelente formação do pessoal militar sírio formado pelos nossos especialistas", declarou o general russo Serguei Rudskoi, em conferência de imprensa, após o ataque aéreo lançado contra Damasco devido ao alegado uso de armas químicas em Douma.

Os EUA e seus aliados esperam que o ataque mais recente e mais substancial envie uma mensagem mais firme, mas o secretário da Defesa do país, Jim Mattis, reconheceu: os EUA talvez precisem atacar novamente caso Assad recorra a armas químicas. Do ponto de vista tático, esse tipo de munição é usado para expulsar combatentes de seus abrigos em residências, conforme o documento.

Essa informação sobre interceptação de mísseis contrasta claramente com a versão divulgada pelo Pentágono, que afirmou que os mísseis de interceptação sírios foram lançados quando os ataques já haviam terminado.

O ministério da Defesa russo indicou que foram disparados mais de 100 mísseis nas últimas horas sobre a Síria, tendo sido interceptados "um número significativo destes". "A linha vermelha fixada pela França em maio de 2017 foi ultrapassada".

A embaixadora reforçou ter provas em como o regime de Bashar al-Assad está por detrás do ataque em Douma e que as "fotografias de crianças mortas não são fake news".

As forças aéreas e marinhas dos três países lançaram os primeiros ataques por volta das 21h de Washington (22h, no horário de Brasília, já madrugada na Síri), durante o pronunciamento do presidente americano Donald Trump na Casa Branca.

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