Fachin determina abertura de inquérito contra caciques do MDB no Senado

Fachin prorroga por 60 dias inquérito contra parlamentares

"Seriam contemplados por esta referida doação os seguintes parlamentares: RENAN CALHEIROS, JADER BARBALHO, ROMERO JUCÁ, EUNÍCIO DE OLIVEIRA, VITAL DO REGO, EDUARDO BRAGA, EDISON LOBÃO, VALDIR RAUPP, ROBERTO REQUIÃO, dentre outros", afirma, em outro trecho do depoimento, ainda conforme a PGR. O pedido de Fachin foi registrado no sistema do STF nesta quarta-feira (16).

Segundo a procuradora-geral, Raquel Dodge, as suspeitas são baseadas nas delações premiadas de Sérgio Machado, ex-senador pelo MDB e ex-presidente da Transpetro, e de Ricardo Saud, ex-executivo da J%26F.

Leia a notícia na íntegra no site do G1.

Na delação, Machado contou ter ouvido em reuniões ocorridas na casa do senador alagoano, que a JBS, empresa do grupo J&F, faria doações à bancada do MDB do Senado em 2014 no valor de R$ 40 milhões.

"Com relação à abertura das investigações, como sabido, uma vez requerida a abertura de investigações pela Procuradoria-Geral da República, incumbe ao relator deferi-la, não lhe competindo qualquer aprofundamento sobre o mérito das suspeitas apontadas, exceto se, a toda evidência, revelarem-se inteiramente infundadas", decidiu Fachin.

De acordo com a denúncia, o dinheiro foi repassado para as campanhas eleitorais do MDB em 2014, a pedido do PT. Foi uma forma de garantir a aliança entre os partidos.

"A comprovação de doações oficiais para o Diretório Nacional do PMDB com subsequente repasse para Diretórios estaduais dos Senadores, a apresentação de contratos fictícios e de notas fiscais frias dão veracidade aos depoimentos prestados por Sérgio Machado e Ricardo Saud".

Os pedidos de doações eram realizados pelos próprios políticos.

Segundo o delator, o pagamento milionário tinha o objetivo de manter a unidade do MDB, devido ao risco na época dos fatos de que integrantes do partido passassem a apoiar formalmente a campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República em 2014.

Ao decidir pela abertura do inquérito, Fachin explicou que, no momento, não é possível dividir a investigação sobre as pessoas sem foro privilegiado porque houve "descrição de condutas materialmente imbricadas".

Braga vai ser investigado no inquérito que Fachin mandou a Polícia Federal realizar, em prazo de 60 dias, com coleta de provas.

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