Furo de petróleo em Aljezur vai avançar

ASSOCIAÇÃO AMBIENTALISTA CRITICA PROSPECÇÃO EM ALJEZUR

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) anunciou esta quarta-feira a decisão após pareceres de nove entidades públicas consultadas, tendo concluído "não existirem impactos negativos significativos" com a operação.

"Está a dar o pior sinal possível", afirmou Francisco Ferreira, frisando que há "argumentos técnicos que levantavam dúvidas suficientes para haver avaliação de impacto ambiental".

A decisão do Governo de abrir uma consulta pública inédita sobre se os trabalhos previstos deveriam passar por uma avaliação prévia do seu impacto sobre o ambiente responde aos protestos dos ambientalistas e da população que se tem oposto à prospecção e pesquisa na costa. A perfuração durará cerca de quatro dias, mais três dias para a mobilização e o posicionamento dos meios.

A pesquisa e eventual exploração de hidrocarbonetos em terra e no mar, no Algarve, tem vindo a ser alvo de intensa contestação no Sul do país, juntando a uma só voz associações ambientalistas, movimentos de cidadãos, autarquias, associações empresariais, pessoas singulares e empresas, Região de Turismo, bem como partidos.

Uma controvérsia que deverá acentuar-se com esta aprovação de exploração petrolífera ao largo de Alzejur, em plena costa vicentina.

Foi a 22 de Fevereiro que a Câmara de Loulé foi palco de uma reunião que juntou representantes dos mais variados setores, da qual saiu uma posição conjunta, com especial enfoque no furo de pesquisa que o consórcio Eni/Galp se prepara para fazer ao largo de Aljezur.

O BE considerou inaceitável a dispensa de estudo de impacto ambiental para este furo de prospeção.

No seu comunicado desta tarde, a Federação do PS/Algarve sublinha discordar "em absoluto da decisão da Agência Portuguesa do Ambiente", lamentando "que este organismo público não defenda o ambiente, como é seu dever, prescindindo do conhecimento, do estudo e da ciência".

A APA impôs, porém, "50 medidas adicionais durante as diferentes fases de desenvolvimento do projeto", nomeadamente assegurar o cumprimento da zona de exclusão de segurança de uma milha náutica ao redor do navio-sonda e efetuar o controlo e monitorização da mesma; implementar o Plano de Monitorização da Ocorrência de Cetáceos (PMOC) e o Programa de Monitorização Ambiental e de Caracterização Ecológica (PMACE); garantir o cumprimento dos requisitos da Convenção MARPOL e das boas práticas industriais; e Implementar os Planos de Resposta a Emergências (PRE) e efetuar simulacros, entre outras.

Mesmo a nível energético, e em tempos de "descarbonização", "o Algarve tem um enorme potencial em matéria de energias renováveis".

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