Joesley é denunciado por corrupção em caso de 'compra' de procurador

Joesley foi denunciado por corrupção ativa violação de sigilo funcional embaraço a investigações e lavagem de dinheiro

O Ministério Público Federal denunciou à Justiça o atual presidente da OAB do Distrito Federal, Juliano da Costa Couto, pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro, sob acusação de participar da compra de um procurador da República, Ângelo Goulart, em favor do grupo da JBS.

A acusação foi formalizada em 27 de abril no Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), um ano depois de executivos da JBS assinarem acordos de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

A peça é assinada por Gustavo Velloso, Marcelo Serrazul e Bruno de Acioli, da PRR-1 (Procuradoria Regional da República na 1ª Região).

"Houve um rateio do valor dos honorários pagos pela Eldorado Brasil Celulose ao escritório Willer Tomaz Advogados Associados, e curiosamente nenhum centavo coube ao próprio escritório ou ao seu titular, eis que 2/3 (dois terços) foram divididos entre André Gustavo Vieira da Silva e Juliano Costa Couto e o terço restante ao procurador da República Ângelo Goulart Villela", apontou a denúncia. Na ocasião, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot concordou com um acordo pelo qual eles não seriam punidos em troca das delações feitas.

"O esquema que deu origem à denúncia foi revelado pelos próprios delatores da JBS, quando firmaram as delações ano passado". A rescisão da delação já foi pedida pela PGR, mas ainda não foi homologada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin. Só há uma explicação: "ou desconhecem que o acordo não está rescindido ou desconhecem a manifestação da PGR", completou.

O publicitário André Gustavo Vieira não foi localizado. Em nota, Willer Tomaz afirmou que a leitura da denúncia lembra a "denominada era da pós-verdade, com a proliferação de fake news onde o espectador escolhe a "verdade" que melhor convém a suas convicções pessoais, selecionando os fatos ao sabor de preconcepções". "A denúncia foi toda estruturada tendo como base exclusivamente as delações revogadas", afirmou.

O advogado denunciado questionou também que em alguns momentos as palavras dos delatores se justificam e em outros não são dignas de confiança. "Trata-se de um verdadeiro buffet, com perdão pelo estilo, no qual o MPF escolhe ao bel prazer o que lhe interessa, tomando alguns trechos dos depoimentos como verdade absoluta, dogma solar que tudo toca, e outros como a mais absurda das mentiras", disse na nota. Segundo o MP, o presidente da OAB-DF teria ficado com um terço desse valor para ajudar a corromper o procurador.

Villela e Willer Tomaz foram presos na operação Patmos, em 18 de maio de 2017, deflagrada após a divulgação da delação dos executivos do frigorífico.

De acordo com os delatores, Tomaz, que trabalhou para a J&F (controladora da JBS), pagou propina a Villela para repassar informação privilegiada a Joesley.

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